1. Modelos de Organização dos Sistemas Educativos
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Fonte
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Autor:
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Narciso Damásio dos Santos Benedito
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Título:
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Modelos de Organização dos Sistemas
Educativos
CENTRALIZAÇÃO DE SISTEMAS EDUCATIVOS E AUTONOMIA DOS ACTORES
ORGANIZACIONAIS.
Processos conectivos de interpretação das orientações centrais
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Ano:
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Novembro de 2007
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Páginas:
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Cap. 2, pp. 50-97
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Editora:
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Notas sobre o
autor
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Tese de Doutoramento em Psicologia
Área de Especialização em Psicologia do Trabalho e
das Organizações
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Breve Resumo
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Apresentam-se algumas teorias (funcionalista, do controlo social e da
competição de grupos sociais) que suportam a compreensão da origem e
organização, em geral, dos Sistemas Educativos atuais.
Apresenta os modelos de organização dos S.E. e descrevem-se os
diferentes tipos de organização
Apresenta com algum detalhe os sistemas educativos de Portugal e
Angola
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Principais assuntos
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Origens sociais dos sistemas educativos
Os atuais S.E., surgiram no século XIX, e podem ser classificados em
centralizados e não centralizados. Esta classificação resulta de uma luta de
poderes entre grupos pelo controlo social da educação (Archer (1984)), ao
porem em causa o poder absoluto da igreja.
França: o clero associado à nobreza exercia o
controlo sobre todas as formas sociais
Com um governo imperial forte, chegou a educação estatal, fortemente
centralizada nas leis imperiais (estratégia de restrição)
Inglaterra: com a revolução industrial e as
teorias da época sobre a organização do trabalho surgem novos movimentos sociais
liderados pela burguesia e pelos intelectuais reivindicando uma organização
social assente em novos valores pondo em causa o absolutismo clerical. a
aliança entre a classe média, os comerciantes, os industriais e grupos
dissidentes do Clero permitiu desenvolver uma rede de escolas alternativa ao
sistema educacional estabelecido e mantido pela Igreja Anglicana e ligada à
Aristocracia e à elite política governamental. Utilizou uma estratégia de
substituição: o conflito na Inglaterra não resultou na transferência do poder
para os grupos que se opunham à Igreja. O poder estabelecido foi desafiado e
ameaçado, mas não foi eliminado.
Se no caso francês, a luta
política pelo poder foi ganha pela burguesia e conduziu ao surgimento de um
sistema educativo centralizado, no caso inglês, a aliança entre a classe
média, os comerciantes, os industriais e os dissidentes do clero não foi
suficiente para derrubar a aliança entre o clero, a aristocracia e a classe
política governamental. Como consequência, emergiu um sistema educativo
descentralizado
Boli
(1989)
Fez resenha das teorias explicativas do surgimento dos S.E. (são
redutoras pois a escola é vista como um meio racional para alcançar objetivos
racionais, sejam eles societais (na teoria funcionalista) ou de um grupo
dominante (na teoria do controlo social). Estas teorias não são consistentes
com a forma como a escola realmente funciona) Para Boli (1989), a educação de
massas é um desenvolvimento essencialmente ideológico
Teoria funcionalista
À medida que a sociedade se foi tornando mais complexa e a divisão do
trabalho se intensificou surgiu a necessidade de dar resposta a dois problemas: i) encontrar uma nova base de interação
social (os indivíduos haviam sido deslocados das suas formas tradicionais
de identidade e de solidariedade social); e ii) encontrar uma nova forma de preparação dos indivíduos (a
especialização das ocupações e a complexidade da sociedade impossibilitaram a
família de continuar a desempenhar o seu papel tradicional de socialização e
colocou a necessidade de uma formação mais especializada das crianças para
assumirem responsabilidades futuras).
Versão atualizada: teoria que
considera a educação como um meio de modernização
Considera que a educação de massas surgiu, porque as formas modernas
de organização social exigem qualidades e habilidades diferentes daquelas que
a família pode transmitir. A escola foi estabelecida para modernizar as
pessoas (Anderson, 1966; Inkeles & Smith, 1974).
Outra variante desta teoria considera que a educação é um instrumento de transformação da sociedade, para
perseguir objetivos coletivos que afetam todos os seus segmentos. a educação
é vista como um empreendimento societal, que envolve os indivíduos num projeto coletivo de sociedade. A educação é o
processo que caracteriza a política nacional como um todo, não apenas partes
componentes da política.
Teoria do controlo social
Levou a que a elite dominante encontrasse na
escola uma forma de controlo desta classe de “gente sem regras”. A escola
compensaria, então, a desintegração da família, através da implantação da
lealdade, da obediência e da bondade e passaria a fazer parte do processo
através do qual “a sociedade começava a regular a vida social dos indivíduos
a partir das classes mais baixas” (Sandin, 1986, p. 255).
Teoria da competição de grupos sociais
Considera a escola como uma instituição que confere estatuto e não
como um meio de socialização. A educação é um recurso de valor. Dá-se mais
valor a quem mais estudou e menos a uma pessoa menos educada. A educação é,
por isso, um meio para atingir estatuto social e a motivação por detrás da
escolarização é a competição entre grupos de vários estatutos para aumentar o
nível de escolaridade dos seus filhos. O resultado é a expansão da educação.
Para Boli (1989), a educação de massas é um desenvolvimento
essencialmente ideológico resultante de uma nova conceção da natureza e do
significado da
Sociedade. A educação de massas resultou de mudanças institucionais
de longo termo que se completaram largamente no século XIX
Modelos organizativos dos S.E.
Organização centralizada
Mintzberg (1995) considera que
uma organização é centralizada
“quando todos os poderes de
decisão se situam num único ponto da organização – em última
instância nas mãos de um único
indivíduo” (Mintzberg, 1995, p. 209).
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Transcrição de citações
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Reflexão pessoal
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